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sexta-feira, dezembro 02, 2011

A Exploração sexual e o Tráfico de Crianças é o que Existe de Pior na Sociedade.


Olá amigos:

A Exploração Sexual da criança e adolescente é crime.

É a mais violenta das piores formas de trabalho Infantil que hoje conhecemos porque colocam fim à vida e ao sonho de crescer de nossas  crianças. Podemos dizer que são infâncias abortadas,que irão se transformar em adultos machucados psicológicamente.

As vitimas são bastante conhecidas de todos nós, educadores sociais. Neste mundo existem meninos e meninas, negras e pardos. São de baixa classe social e baixo nível educacional, oriundos da periferia urbana. Quando traficadas a idade prevalente é a de 16 e 17 anos, sendo maioria meninas.

É a terceira atividade ilícita mais lucrativa do mundo. O tráfico de pessoas arrecada anualmente cerca de 32 bilhões de dólares segundo a Organização Internacional de Migração – OIM. Cerca de 4 milhões de mulheres e meninas são vendidas a cada ano para serem submetidas à escravidão e à prostituição.

Apenas em 2002, afirma um estudo da UNICEF, 1.3 milhões de crianças foram traficadas internacionalmente com fins de exploração sexual. Na América Latina, dados recentes, mostram que 2 milhões de meninas, meninos e adolescentes foram vitimas da exploração sexual comercial e laboral.

As causas principais são a existência e o crescimento das redes do crime organizado; a violência familiar; as situações de exclusão social e a insuficiência de ações legais, de controle e atenção ao problema, entre outros fatores.

É necessário reforçar as estratégias de intervenção para inibir esta situação, entre elas o reforço da escolarização das crianças, incremento à complementação da renda familiar, sensibilização do empresariado, desenvolvimento de campanhas, mobilização da sociedade civil e fortalecimento das instituições de direitos.

Pensar em ações conjuntas que envolvam os Ministérios de Ação Social, Justiça, Turismo, Esporte, Educação, Saúde, Alfândegas, Imigração, Plicias. Magistrado, Promotores públicos, Procuradores do Ministério Público.

Reflexão

A sensação que temos é de impotência, diante dos números apresentados. Mas não podemos nos acomodar aceitando estes fatos.  É preciso vencer o mal. Não é este o mundo que queremos deixar para as crianças de hoje, ou para aquelas que ainda nascerão.  É preciso reafirmar sempre este pensamento, todos os dias.

É preciso colocar a miséria do próximo no nosso próprio coração.  É preciso continuarmos nos indignando dia a dia. Esta é a força que nos moverá sempre. Em busca do amor. O que vimos neste texto é a oposição ao amor. Que nos remete ao ódio.  Mas o oposto do amor não é o ódio é a indiferença. Ela é a causa maior e final de tudo que expressamos no texto acima.


segunda-feira, novembro 21, 2011

Trabalho Oculto. Hora de Ficar Atento e Aguçar a Observação.


Olá amigos:
Que tal falarmos do trabalho infantil que é feito entre quatro paredes, aquele chamado de oculto.


   O trabalho Infantil oculto ocorre quando uma criança ou adolescente, com idade inferior a 16 anos, é empregada em residências para executar as tarefas domésticas. É o que, das piores formas, segundo a Organização Internacional do Trabalho, denomina-se como Trabalho Infantil Doméstico.  Este tipo de trabalho se caracteriza quando a criança executa  tarefas, como: cuidar de crianças, cozinhar, lavar louça, arrumar a casa, passar roupa, tomar conta de uma pessoa doente, substituir a mãe ou a patroa ou não ter  tempo para estudar (frequentar a escola, e tempo para as tarefas), No Brasil. a criança que trabalha como doméstica, pertence ás classes sociais menos favorecidas, sendo discriminada em função da raça e do gênero ( a grande maioria são meninas e negras). Nós brasileiros nos envergonhamos quando vemos o ranking de países da América Latina no que se refere ao  Trabalho Infantil Doméstico. Somos o terceiro país da América Latina, que mais explora  este tipo de Trabalho Infantil. Só perdemos para o Haiti e a Nicarágua. Dá para aguentar? 


   Hoje, quase 500 mil crianças (segundo o PNAD 2009),  entre 5 e 16 anos trabalham em residências. Mais da metade não tem carteira assinada, nem remuneração, com direito apenas a casa e comida como pagamento pela execução das tarefas domésticas. Quanto mais jovem, menor o salário. É ou não, uma triste realidade? Ah, e o que falar dos mitos? Você acredita que o trabalho doméstico ajuda na formação de crianças e adolescentes? Que o trabalho doméstico é bom porque retira as crianças pobres das ruas, evitando que se marginalizem ou sofram violência? Tudo uma mentira deslavada. Mas é o que dizem aqueles que exploram as crianças e adolescentes.Pior ainda, são aqueles que  mentem descaradamente e adormecem a sua consciência, afirmando, que se não fosse a sua ajuda, a criança estaria naquela vida roceira, sem a oportunidade de  ser alguém na vida.  É preciso ter discernimento  para separar o que é educação e o que é trabalho Infantil. Existe um limiar que os separa. Deixemos este tema para uma próxima edição. 
   O trabalho Infantil doméstico é mal terrível. Imagine que você possa adentrar um lar sem ser visto.  Logo vai ver aquela frágil menina, quieta e triste sem o direito de sentar à mesa e participar de uma refeição. Vai perceber que só irá para sua cama se deixar tudo limpo, restos guardados, depois de jantar sozinha. Será a primeira a levantar, para preparar o café da manhã. Brincar, nem pensar!.  Esse é o preço a pagar pela miséria de quem perde o vinculo familiar. Ser um adulto criança. É possível que você veja os perigos que a rodeiam, ameaças, abusos ou violência da pior espécie. Só lhe resta pensar: o que sobra disto tudo. Quando veremos neste mundo imundo, crianças, hoje domésticas, com seus Direitos respeitados?       
  
   Neste suposto fim de linha, um aviso: por ser oculto, o trabalho infantil doméstico tem dois caminhos para ser desfeito: a percepção do professor em sala de aula com sua observação aguçada, capaz de descobrir na tristeza da criança, o seu sofrimento como trabalhador precoce e o outro, utilizando o Disk Denúncia: 0800 11 16 16 
   Ao encerrar este texto, um grito: vamos nessa meu caro amigo, numa boa, mobilizando a sociedade e explicando que não é desta forma que se faz da criança um adulto saudável!. Até a próxima!.


Agradecer a foto da minha querida amiga Iolanda Huzack.

sábado, novembro 12, 2011

O Trabalho é a Nossa Sobrevivência se Respeitada a Legislação.


Olá, amigos:
Definições reais do que significa o trabalho se justificam para os adultos. Jamais para crianças.


Carlos Fidelis, mais que um pensador, deixou inscrito nos anais das honrarias a sua frase que define o trabalho como quase celestial: “ Em vazios abismais fincam estacas, alçam pontes sobre vãos, arte em forma de viadutos, beleza moderna de rodovias, túneis furam rochas. Homem, imagem e semelhança de Deus, cria, recria, constrói”. Mais prático,  o filosofo Voltaire o definia como um produto necessário a sobrevivência: “O Trabalho afasta de nós três grande males: o tédio, o vício e a necessidade” e finalmente para coroar,  Menandro: “Aquele que dedicadamente trabalha jamais desespera, pois todas as coisas são conseguidas com esforço” Na verdade, são pensamentos que estimulam o  valor do Trabalho. Frases verdadeiras, se vistas à luz de um mundo civilizado, em que todos se respeitam. Também são utilizadas  para justificar o contraditório, a face negra  do trabalho, como a noite escura, tenebrosa, silenciosa. sem réstia de luz, que faz tremer a criança.

Eu sou um trabalhador e tenho claro o seu significado. No exercício do mesmo, deparei-me com situações que me fizeram enrubescer, tanto pela mediocridade, maldade e a paixão pelo poder. Delas tirei o meu aprendizado e, o que é mais interessante,  continuo aprendendo. Nas entre linhas, sem perceber, as pessoas ainda nos machucam, porque no mundo, como diria Cervantes: "no lo creo em brujas, pero que las hay, las hay"  Deixa para lá, estamos vacinados. Quanto ao caminho percorrido, na soma, foi maravilhoso. Chego aos 70 realizado e ainda idealista. Sempre vi o trabalho como oportunidade para mudar o meu mundo, o que sempre sonhei. Com respeito e muito reconhecimento construímos maravilhas. Construímos porque nunca trabalhei só. Com o meu trabalho e de outros tão dedicados e comprometidos fizemos mudanças importantes, principalmente para as nossas crianças. Dos trabalhos, todos foram importantes, porque elevaram a dignidade humana de muitos até então desvalorizados.  O trabalho é necessário, tem o seu valor, se executados de acordo a legislação e trato humano. Caso contrário, se torna um monstro, que engole crianças, trucida os adultos, gera desencantos e dor! É o caso do Trabalho Indecente, neste foco, o Infantil, em suas piores formas.  

O Trabalho Infantil quando não é educativo é sempre  contraditório,  porque  ceifa as oportunidades da criança e o do adolescente, ao longo de suas vidas. Em nenhuma situação ele se sustenta e jamais terá  a aprovação da sociedade, ou daquele que, humanista, sabe ser a  infância  um todo que precisa de proteção integral, atenção, e disponibilidade de ofertas para transformar a criança em um adulto saudável. A Infância é o nosso tesouro, vale mais que qualquer dinheiro do mundo possa pagar.  Mas muitos,  se escudam nas palavras bonitas, ou encontram justificativas falsas como:  “ dar trabalho para evitar um futuro malfeitor”, Malfeitores são os  que querem prejudicar nossos tesouros. Pior que até conseguem e  sabem o mal que causam. Verdadeiros hipócritas, raça de víboras, geração adultera, diria a eles "Cristo", que amava as crianças e as entendia como importantes.

O trabalho Infantil é perverso, é um lobo vestido e cordeiro. Produz males que não são percebidos pelos pais e a própria criança.  Se soubessem os responsáveis destes tesouros, que permitem seu filho trabalhar ou o patrão desonesto que os contrata, as seqüelas deixadas no corpo da criança,  na sua formação psíquica, no moral que  o incapacita, jamais ousariam tal atitude. Procurariam outras formas, jamais utilizar uma criança. Para você que está lendo este texto, uma pequena reflexão:  Uma criança  que começa a trabalhar com até sete anos, terá no máximo quatro anos de escolaridade. Insuficiente para fazer parte do mercado de trabalho. Está condenada a ser escória, refugo, nas calçadas deste Brasil. A pessoa que oferece oportunidade de trabalho à criança não permite que ela viva a sua infância, vital para o seu desenvolvimento. É um insensato, egoísta, doente, incapaz de pensar além do lucro. Não há perdão para quem condena uma criança, seu irmão e sua mãe a viver  toda uma vida de mendicância, lutando por um prato de comida, debaixo de um roto cobertor.

É por conta disto tudo, meu caro companheiro, que nos resta entrar nesta luta e unidos darmos o CARTÃO VERMEHO PARA O TRABALHO INFANTIL. Entre nesta luta. Se precisar eu lhe mando os cartões de bolso para você distribuir e aumentar o nosso time nesta luta. Meu e- mail: lara.dante@uol.com.br




segunda-feira, outubro 17, 2011

Enquanto Viajava, uma Reflexão.

Olá amigos:
O perigo da ingenuidade inverte resultados.


Muitas vezes somos ingênuos. Paulo Freire nos chama a atenção para esse perigo. Não percebemos o que é real ou o que está por trás das circunstâncias. Muitas vezes, até tomamos atitudes, tentando resultar uma solução e, ao contrário, fortalecemos o contraditório. Quando estava Diretor de Ensino, em Apiaí, SP, deparei com uma escola rural, no município de Ribeirão Branco, que tinha uma taxa de evasão altíssima. Verifiquei que o fato acontecia nos meses de Setembro e Outubro e as consequências eram graves, porque contribuíam para a perda do ano letivo por muitas crianças. Após estudos, com a ajuda de minha equipe pedagógica,resolvi utilizar um artifício, que a L.D.B. nos proporcionava. Organizar um calendário escolar agricola especial para aquela escola, de modo que o ano letivo terminasse no final de Setembro. Depois de uma reunião com professores e pais, a ação  foi estabelecida em consenso. De janeiro a Setembro,  sem férias escolares. De início ao fim, a ânsia da expectativa nos rondando. Ao final, uma vitória festejada. Os alunos tiveram bom aproveitamento escolar e não perderam o ano. No entanto, não sabíamos, que o real motivo da evasão, era na verdade o "trabalho infantil" na agricultura familiar, na colheita de batatas. Nosso foco era muito intenso na evasão, e era a nossa causa de luta  nos municípios da Diretoria de Apiaí. Todo nosso esforço era voltado para reverter tal situação. Depois de todo um esforço, conseguimos resultados relevantes. Utilizamos duas ferramentas: conscientização e  fortalecimento de um programa Federal (bolsa Escola). O programa repassava recursos para as famílias de baixa renda, cuja condicionante era manter a criança na escola. Nesse tempo, o trabalho infantil alcançava 10,5 milhões de crianças de 5 a 15 anos em todo Brasil. Com muito esforço, saímos de recordistas em evasão em todo o Estado, para uma Diretoria com baixo índice. Na essência, estávamos combatendo o Trabalho Infantil.


Reflexão final: é preciso aprofundar a causa  do problema, ver de todos os ângulos, senti-los, vivenciar, principalmente se for "social". É ver o que todo mundo está vendo e ver de forma diferente.


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segunda-feira, setembro 26, 2011

Conheça o Ranking da Exploração ou Abuso Sexual por Estado.


Olá, amigos!

“Sete crianças, a cada 100 mil habitantes, são exploradas ou abusadas sexualmente no Estado de São Paulo”

Crianças exploradas e abusadas sexualmente são as piores vítimas do trabalho infantil, as que mais danos sofrem. Não há palavras para justificar  tamanho mal. São danos que atingem o físico e o psicológico, áreas importantes para um pleno desenvolvimento. É quase um caminho sem volta se não houver uma intervenção rápida do poder público junto a vítima e a família. Sem a retirada e assistência plena à criança e a família, o risco é muito grande. Precisamos urgente de um programa em rede que envolva a saúde, a educação, a assistência e o trabalho e emprego. Enquanto isso não acontece, os nossos conselheiros tutelares e os gestores dos CREAS fazem o que podem para impedir que o desastre se concretize.

Há quem diga que 500 mil crianças, no Brasil, estão submetidas a exploração  ou abuso sexual.

O Rio Grande do Norte e o Distrito Federal ocupam o primeiro e segundo desonrosos lugares na estatística nacional de denuncia de exploração sexual. São 25,8 e 20,03 por grupo de  100 mil habitantes. São Paulo está em 25º lugar com 6,71, só perdendo para Minas Gerais (5,74) e Roraima (5,50). Mas por conta de ser o mais populoso ( 41,2 milhões de habitantes), temos o maior número de crianças.

Ranking
Estados com maior número de denuncias de  exploração sexual e abuso, por  grupo de 100 mil habitantes.

Conheça os números de cada Estado: Rio Grande do Norte 25,9; Distrito Federal 20,03; Amazonas 16,48; Rondonia 16,37; Mato Grosso do Sul 16,16; Bahia 15,55; Maranhão 14,92; Rio de Janeiro 14,69; Ceará 12,83; Espírito Santo 12,08; Piauí 11,87; Alagoas 11,62; Acre 11,24; Toacantins 10,77; Goiás 10,77; Pernambuco 10,67; Amapá 10,56; Pará  10,59; Rio Grande do Sul 9,26; Santa Catarina 9,24; Mato Grosso 8,83; Sergipe 8,71; Paraná 7,23; São Paulo 6,61 ; Minas Gerais 5,74 e Roraima 5,56.  

Todos os dias, o Disque Denuncia recebe pelo menos 418 casos de exploração e abuso sexual. No ano de 2010 foram mais de 100 mil atendimentos, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos. De acordo com as denuncias, 4.885 das 5.564 cidades do país tem registro de abuso sexual.

Fonte: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

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quarta-feira, setembro 14, 2011

A Esperança se Renova na Força dos Jovens

OLÁ AMIGOS:
Conheça o trabalho de dois jovens universitários de Goiás


Foi muito legal  estar no MPT com os dois  estudantes de Direito, PAULO E NADIA, Universidade Federal, de Goiás Velho, terra da poetiza  Cora Coralina. Conheceram a Dra. Maria José Pereira do Valle, profissional exemplar. Atentos, ficaram  encantados diante da oportunidade de ver um procedimento de uma  negociação com a UNDIME para participarem da Campanha Nacional de combate ao Trabalho Infantil. Êxito total. Na conversação feita com Dra Maria José, os dois estudantes falaram de suas participações em um programa semelhante que conduziam no Centro Acadêmico, com mais outros estudantes sobre o tema em questão. Interessados, acertaram em levar para Goiás, 200 cartazes e 400 Folders para ajudar a  empoderar o plano municipal de Erradicação do Trabalho Infantil daquele município.. Depois, mais tarde, fora do MPT, meditei de quando era jovem, de uma luta que durou 11 anos. Idealista, inconformado com a pobreza, com os abusos de uma classe social que se aproveitava de pessoas fracas, frágeis, tímidas, ingênuas, folclóricas, sem escolaridade, descalças, doentes, subnutridas, sem residência decente, que pereciam na zona rural e nas periferias da cidade. Descamisados, que não eram aceitos nas escolas. Quanto aprendi com este grupo social naquele  longo trabalho de fé e política. Percebi que pobres amam e são éticos, respeitam e são educados. Ricos no conhecimento  e solidários. Onze anos juntos. Partilhar e compartilhar “viver pela terra” como os primeiros cristãos. Desafio de fé. Hoje me vejo neste dois jovens. Neles encontro a profundidade de dois corações convictos, da qual  se resultará alguma coisa. O caráter profundo destes, olha intuições e  instintos. O caráter profundo olha para   além das coisas, e se enfrentarem tempestade e nuvens, avançaram para uma região ensolarada do outro lado: saberão esperar pelo amanhã, que sempre traz o reverso da dor e da aparente derrota e fracasso. Quando Deus nos faz profundos, então pode dar-nos também suas verdades e segredos mais profundos e confiança para coisas maiores.  Quando um soldado romano era informado por seu dirigente de que se  insistisse em seguir determinada  expedição, provavelmente iria morrer, a resposta era : “É necessário que eu vá: não é necessário que eu viva”. É com esta coragem que estes dois jovens Paulo e Nadia farão a sua história por um mundo melhor. Orgulho em saber que são meus netos!

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