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segunda-feira, janeiro 02, 2012

Continuemos a nossa luta com o mesmo Entusiasmo em 2012

Crianças no Cisal - Foto Iolanda Husack
Olá amigos:
É preciso continuar a nossa luta pelo Direito das Crianças e Adolescentes.


Estamos entrando em 2012 com o mesmo entusiasmo dos anos anteriores. Ele é muito importante para que avancemos em nossas conquistas, melhor ainda, se formos determinados e estudiosos.

Tudo isso, acompanhado de nossa indignação, por não ver atendido os Direitos Universais de nossas crianças, que jamais precisariam trabalhar duro, a ponto de perderem a infância. O trabalho infantil é fruto da Desigualdade Social brasileira que ainda apresenta números expressivos. Logo,  o trabalho infantil no Brasil só vai diminuir se a Desigualdade Social recuar, como vem acontecendo. Para tal, é preciso definir politicas nesse sentido. Claro que certas medidas sociais impostas pelo governo Brasileiro ajudaram nesta queda. Repasses de recursos ligados a condicionantes de saúde e  presença dos filhos nas escolas, foram decisivos para a diminuição do Trabalho Infantil. De 4,1 milhões de crianças de 5 a 14 anos em 1992 para 2,1 milhões em 2002. Nove anos depois chegamos a casa dos 1,2 milhões. De toda esta exposição, uma certeza: temos de continuar a nossa luta, mesmo porque, ela vai persistir por longos anos. O plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil prevê uma diminuição quase total para o ano de 2020. 


Uma série de medidas devem ser tomadas para tal. Uma delas, é o programa Brasil sem Miséria que atingirá 16 milhões de famílias em situação de miséria absoluta, que pode minorar em muito o problema. Enquanto isso, vamos continuar a ver cenas desagradáveis. Ontem vi crianças nos faróis fazendo malabares, aqui em São Paulo. Na semana anterior, na noite, vi outras crianças trabalhando nos faróis em Goiânia. Fora dos sinaleiros, na agricultura familiar, centenas de crianças trabalham.  É o "núcleo duro" do trabalho infantil, desafio a ser vencido. De cada 100 crianças e adolescentes de 5 a15 anos de idade da zona rural, 22 estão envolvidos em situação de trabalho. Na zona urbana essa realidade é de 5 para cada grupo de 100, conforme ilustra o  Plano Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.

De qualquer forma, esta é a realidade que nos confronta.  Claros indícios de muito trabalho à frente. Nós do Fórum Paulista de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil sabemos muito bem disso, por isso estamos alertas e bem dispostos a fazer o enfrentamento. Cada um no seu espaço. Vamos melhorar ainda mais nossas ações e permanecer vigilantes, sempre. Este é o preço da vitória que se consolidará em 2020. Quem viver verá!


Não se esqueça - Disk Denúncia : 0800 11 16 16

segunda-feira, dezembro 19, 2011

O Natal Dos Nossos Sonhos.

 


Olá amigos:

Não é fácil passar um Natal sem pensar nos menos favorecidos

Estou cá pensando tristemente. Como deve ser terrível e sofrido para um pai de família desempregado, que não tem 13 salário, que não recebe pelo menos um panetone do seu chefe, ou uma cesta de Natal, ou que não tem um centavo sequer para comprar pelo menos um  presente para  seu filho. Eu sei que existem milhares deles no meu Brasil. Mas de uma coisa tenho certeza, mesmo não estando empregado, ele vai dar um jeito. Meu povo é guerreiro! Um frango, arroz e farofa, será a sua ceia. E tem aquele mais lutador, que Juntou madeira aqui e ali, cortou uma lata, pregou lá, torceu aqui e com toda sua nobreza, com muito amor, conseguiu fazer o seu  presente, adicionou  um barbante, ensinou o barulho do motor, e pronto, está feita a alegria do Natal. Resistir é necessário!

Este é o meu Brasil, onde pobres e ricos convivem e sofrem, sorriem e choram. Onde o Natal é alegria e tristeza, paz e revolta, amor e ódio, concretização de um sonho ou decepção. Natal de um Cristo entristecido.

Desculpem  a minha discordância, mas vocês me entendem. Sabem muito bem sobre o  que estou falando. No meu Natal talvez exista o resto da inocência perdida de uma foto com Papai Noel. Natal é mais que tudo isso. É festejar num mundo diferente, onde as crianças podem ser crianças, protegidas de verdade, estão na escola, seus pais, se necessário, são atendidos pelo Estado, todos têm emprego, casa decente e podem presentear e ter a alegria de conviver  numa ceia de Natal.

Ontem, por acaso, com meu filho, entrei em uma loja de brinquedos. Vi coisas maravilhosas, diferentes do meu tempo de criança. Mesmo assim, desde quando ainda menino, passei a acreditar no bom velhinho, sempre ganhei um presente. Lembro-me que ao lado do lindo presépio, todas as manhãs do dia 25 de dezembro, havia sempre um presente deixado pelo bom velhinho. O presente, por coincidência, era aquele pelo qual me encantara dias e dias, diante daquela vitrine natalina, maravilhosa, da loja do seu Camargo, em Penápolis.  Cresci vendo meus seis irmãos chegarem aos poucos. Mesmo assim o presépio continuou e os presentes nunca deixaram de chegar. Até hoje embora não me sinta bem no Natal, eu continuo a acreditar em Papai Noel. Converso com ele e sei quanto ele sofre por não poder atender centenas de milhares de crianças neste Brasil e mundo afora. Milhares de sonhos que se desfazem no dia 25 de Dezembro. Pior, a distância aumenta e a realidade se apresenta com suas garras diabólicas, e o meu Deus chora. Em cada lagrima derramada de cada criança existe um átomo da incompreensão humana.

Não verei certamente o Brasil dos meus sonhos, embora limitadamente tenha lutado para que fosse diferente, com um Natal mais alegre.  Olho em volta e não ouço respostas; somente as ouço nos que me cercam; são a inspiração para a luta. Talvez nos mais jovens, impetuosos um dia, indiferentes quando adultos. Muitos estiveram ao meu lado nas lides diárias pelos mais pobres, hoje estão adormecidos. Meus jovens alunos, brilhantes, idealistas, quantos se firmaram nesta luta? De tudo, o que restou? Em mim, a mesma revolta, se não posso reunir a comunidade, debater com eles, preparar o bom combate, faço-o aqui, nestas páginas, esperando inspirar alguém a fazer da vida um campo de batalha donde possa brotar a seiva que transforma e liberta. Obrigado pelos que acreditaram nas minhas palavras, nas minhas convicções, nas nossas crianças merecedoras de crescer e prosperar. Obrigado a esse grupo maravilhoso que visitou estas páginas. Spartanos valorosos. Um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, com milhares de cartões vermelhos para o Trabalho Infantil. Que a graça de Deus desça sobre o coração de cada um!

sexta-feira, dezembro 09, 2011

O que Dizem as Leis e o Que Diz a Realidade



PRIORIDADE ABSOLUTA
A caminhada.  Um olhar para o futuro, prevalência de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, a fim de lhe facultar o pleno desenvolvimento.


DIREITO À VIDA E À SAÚDE
A Descoberta: 0 futuro promissor é um sonho que passa pela necessidade de sobrevivência e que coloca em segundo plano o  dever da família, da comunidade, da sociedade e do Poder  Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos. 


DIREITO À EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE E LAZER
Direitos referentes à vida,à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. De tudo, apenas um sombrio sonhar. Sequer pensar numa felicidade que não posso ter.


DIREITO À PROFISSIONALIZAÇÃO E PROTEÇÃO NO TRABALHO
Quando os Direitos escapam e o futuro se concretiza, só resta uma afirmação:- Se Deus olhasse o meu estado na certa compreenderia o meu olhar desesperado, pois é muito triste não se ter direito nem de viver.


DIREITO A CONVIVÊNCIA FAMILIAR COM DIGNIDADE
No fim da caminhada, a perpetuação da miséria. Esta é a história de milhares de crianças que serão adolescentes e que não terão a oportunidade de escolha em ser um adulto saudável. Tudo isto porque vivemos numa democracia e aguardamos a chegada do Natal para vivenciar o cristianismo na sua essência maior: O amor ao próximo. Não podemos aceitar em sua forma definitiva que o mundo é onde mora felicidade, isso é uma falácia. É doloroso, mas milhares de sonhos modestos e banais   jamais foram concretizados. Mesmo assim é preciso lutar e acreditar que podemos ter um mundo mais justo. Como? Que os Prefeitos de cada município deste Brasil estabeleçam  o seguinte Lema: " Neste Município, Criança não Trabalha" e façam  realizar um plano municipal simplesmente para fazer cumprir as leis que garantam os direitos das crianças e adolescentes.



Trechos da letra Caprichos do Destino - Orlando Silva. 1935
O.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

A Imagem Fala Mais Que as Palavras


A violência é uma realidade de nossos tempos que, infelizmente, envolve  nossos jovens. Está presente em nossa sociedade e nos noticiários. Está nas ruas, nas estradas, e nas escolas. Ela se manifesta de diversas formas. No ato da exploração do homem pelo homem e da criança pelo adulto. Na ação do jovem contra o professor. Ou da escola contra o jovem e a criança. A violência é a descaracterização do ser que relega o direito do outro. É o desconhecer-se da racionalidade. Para alguns é o produto de um modelo adquirido desde  tenra infância.  A repetição. O lado perverso da repetição, já que como o cubo, tem faces múltiplas. E você, o que acha disto tudo? É verdade que as imagens falam mais que palavras?

sexta-feira, dezembro 02, 2011

A Exploração sexual e o Tráfico de Crianças é o que Existe de Pior na Sociedade.


Olá amigos:

A Exploração Sexual da criança e adolescente é crime.

É a mais violenta das piores formas de trabalho Infantil que hoje conhecemos porque colocam fim à vida e ao sonho de crescer de nossas  crianças. Podemos dizer que são infâncias abortadas,que irão se transformar em adultos machucados psicológicamente.

As vitimas são bastante conhecidas de todos nós, educadores sociais. Neste mundo existem meninos e meninas, negras e pardos. São de baixa classe social e baixo nível educacional, oriundos da periferia urbana. Quando traficadas a idade prevalente é a de 16 e 17 anos, sendo maioria meninas.

É a terceira atividade ilícita mais lucrativa do mundo. O tráfico de pessoas arrecada anualmente cerca de 32 bilhões de dólares segundo a Organização Internacional de Migração – OIM. Cerca de 4 milhões de mulheres e meninas são vendidas a cada ano para serem submetidas à escravidão e à prostituição.

Apenas em 2002, afirma um estudo da UNICEF, 1.3 milhões de crianças foram traficadas internacionalmente com fins de exploração sexual. Na América Latina, dados recentes, mostram que 2 milhões de meninas, meninos e adolescentes foram vitimas da exploração sexual comercial e laboral.

As causas principais são a existência e o crescimento das redes do crime organizado; a violência familiar; as situações de exclusão social e a insuficiência de ações legais, de controle e atenção ao problema, entre outros fatores.

É necessário reforçar as estratégias de intervenção para inibir esta situação, entre elas o reforço da escolarização das crianças, incremento à complementação da renda familiar, sensibilização do empresariado, desenvolvimento de campanhas, mobilização da sociedade civil e fortalecimento das instituições de direitos.

Pensar em ações conjuntas que envolvam os Ministérios de Ação Social, Justiça, Turismo, Esporte, Educação, Saúde, Alfândegas, Imigração, Plicias. Magistrado, Promotores públicos, Procuradores do Ministério Público.

Reflexão

A sensação que temos é de impotência, diante dos números apresentados. Mas não podemos nos acomodar aceitando estes fatos.  É preciso vencer o mal. Não é este o mundo que queremos deixar para as crianças de hoje, ou para aquelas que ainda nascerão.  É preciso reafirmar sempre este pensamento, todos os dias.

É preciso colocar a miséria do próximo no nosso próprio coração.  É preciso continuarmos nos indignando dia a dia. Esta é a força que nos moverá sempre. Em busca do amor. O que vimos neste texto é a oposição ao amor. Que nos remete ao ódio.  Mas o oposto do amor não é o ódio é a indiferença. Ela é a causa maior e final de tudo que expressamos no texto acima.


segunda-feira, novembro 21, 2011

Trabalho Oculto. Hora de Ficar Atento e Aguçar a Observação.


Olá amigos:
Que tal falarmos do trabalho infantil que é feito entre quatro paredes, aquele chamado de oculto.


   O trabalho Infantil oculto ocorre quando uma criança ou adolescente, com idade inferior a 16 anos, é empregada em residências para executar as tarefas domésticas. É o que, das piores formas, segundo a Organização Internacional do Trabalho, denomina-se como Trabalho Infantil Doméstico.  Este tipo de trabalho se caracteriza quando a criança executa  tarefas, como: cuidar de crianças, cozinhar, lavar louça, arrumar a casa, passar roupa, tomar conta de uma pessoa doente, substituir a mãe ou a patroa ou não ter  tempo para estudar (frequentar a escola, e tempo para as tarefas), No Brasil. a criança que trabalha como doméstica, pertence ás classes sociais menos favorecidas, sendo discriminada em função da raça e do gênero ( a grande maioria são meninas e negras). Nós brasileiros nos envergonhamos quando vemos o ranking de países da América Latina no que se refere ao  Trabalho Infantil Doméstico. Somos o terceiro país da América Latina, que mais explora  este tipo de Trabalho Infantil. Só perdemos para o Haiti e a Nicarágua. Dá para aguentar? 


   Hoje, quase 500 mil crianças (segundo o PNAD 2009),  entre 5 e 16 anos trabalham em residências. Mais da metade não tem carteira assinada, nem remuneração, com direito apenas a casa e comida como pagamento pela execução das tarefas domésticas. Quanto mais jovem, menor o salário. É ou não, uma triste realidade? Ah, e o que falar dos mitos? Você acredita que o trabalho doméstico ajuda na formação de crianças e adolescentes? Que o trabalho doméstico é bom porque retira as crianças pobres das ruas, evitando que se marginalizem ou sofram violência? Tudo uma mentira deslavada. Mas é o que dizem aqueles que exploram as crianças e adolescentes.Pior ainda, são aqueles que  mentem descaradamente e adormecem a sua consciência, afirmando, que se não fosse a sua ajuda, a criança estaria naquela vida roceira, sem a oportunidade de  ser alguém na vida.  É preciso ter discernimento  para separar o que é educação e o que é trabalho Infantil. Existe um limiar que os separa. Deixemos este tema para uma próxima edição. 
   O trabalho Infantil doméstico é mal terrível. Imagine que você possa adentrar um lar sem ser visto.  Logo vai ver aquela frágil menina, quieta e triste sem o direito de sentar à mesa e participar de uma refeição. Vai perceber que só irá para sua cama se deixar tudo limpo, restos guardados, depois de jantar sozinha. Será a primeira a levantar, para preparar o café da manhã. Brincar, nem pensar!.  Esse é o preço a pagar pela miséria de quem perde o vinculo familiar. Ser um adulto criança. É possível que você veja os perigos que a rodeiam, ameaças, abusos ou violência da pior espécie. Só lhe resta pensar: o que sobra disto tudo. Quando veremos neste mundo imundo, crianças, hoje domésticas, com seus Direitos respeitados?       
  
   Neste suposto fim de linha, um aviso: por ser oculto, o trabalho infantil doméstico tem dois caminhos para ser desfeito: a percepção do professor em sala de aula com sua observação aguçada, capaz de descobrir na tristeza da criança, o seu sofrimento como trabalhador precoce e o outro, utilizando o Disk Denúncia: 0800 11 16 16 
   Ao encerrar este texto, um grito: vamos nessa meu caro amigo, numa boa, mobilizando a sociedade e explicando que não é desta forma que se faz da criança um adulto saudável!. Até a próxima!.


Agradecer a foto da minha querida amiga Iolanda Huzack.

sábado, novembro 12, 2011

O Trabalho é a Nossa Sobrevivência se Respeitada a Legislação.


Olá, amigos:
Definições reais do que significa o trabalho se justificam para os adultos. Jamais para crianças.


Carlos Fidelis, mais que um pensador, deixou inscrito nos anais das honrarias a sua frase que define o trabalho como quase celestial: “ Em vazios abismais fincam estacas, alçam pontes sobre vãos, arte em forma de viadutos, beleza moderna de rodovias, túneis furam rochas. Homem, imagem e semelhança de Deus, cria, recria, constrói”. Mais prático,  o filosofo Voltaire o definia como um produto necessário a sobrevivência: “O Trabalho afasta de nós três grande males: o tédio, o vício e a necessidade” e finalmente para coroar,  Menandro: “Aquele que dedicadamente trabalha jamais desespera, pois todas as coisas são conseguidas com esforço” Na verdade, são pensamentos que estimulam o  valor do Trabalho. Frases verdadeiras, se vistas à luz de um mundo civilizado, em que todos se respeitam. Também são utilizadas  para justificar o contraditório, a face negra  do trabalho, como a noite escura, tenebrosa, silenciosa. sem réstia de luz, que faz tremer a criança.

Eu sou um trabalhador e tenho claro o seu significado. No exercício do mesmo, deparei-me com situações que me fizeram enrubescer, tanto pela mediocridade, maldade e a paixão pelo poder. Delas tirei o meu aprendizado e, o que é mais interessante,  continuo aprendendo. Nas entre linhas, sem perceber, as pessoas ainda nos machucam, porque no mundo, como diria Cervantes: "no lo creo em brujas, pero que las hay, las hay"  Deixa para lá, estamos vacinados. Quanto ao caminho percorrido, na soma, foi maravilhoso. Chego aos 70 realizado e ainda idealista. Sempre vi o trabalho como oportunidade para mudar o meu mundo, o que sempre sonhei. Com respeito e muito reconhecimento construímos maravilhas. Construímos porque nunca trabalhei só. Com o meu trabalho e de outros tão dedicados e comprometidos fizemos mudanças importantes, principalmente para as nossas crianças. Dos trabalhos, todos foram importantes, porque elevaram a dignidade humana de muitos até então desvalorizados.  O trabalho é necessário, tem o seu valor, se executados de acordo a legislação e trato humano. Caso contrário, se torna um monstro, que engole crianças, trucida os adultos, gera desencantos e dor! É o caso do Trabalho Indecente, neste foco, o Infantil, em suas piores formas.  

O Trabalho Infantil quando não é educativo é sempre  contraditório,  porque  ceifa as oportunidades da criança e o do adolescente, ao longo de suas vidas. Em nenhuma situação ele se sustenta e jamais terá  a aprovação da sociedade, ou daquele que, humanista, sabe ser a  infância  um todo que precisa de proteção integral, atenção, e disponibilidade de ofertas para transformar a criança em um adulto saudável. A Infância é o nosso tesouro, vale mais que qualquer dinheiro do mundo possa pagar.  Mas muitos,  se escudam nas palavras bonitas, ou encontram justificativas falsas como:  “ dar trabalho para evitar um futuro malfeitor”, Malfeitores são os  que querem prejudicar nossos tesouros. Pior que até conseguem e  sabem o mal que causam. Verdadeiros hipócritas, raça de víboras, geração adultera, diria a eles "Cristo", que amava as crianças e as entendia como importantes.

O trabalho Infantil é perverso, é um lobo vestido e cordeiro. Produz males que não são percebidos pelos pais e a própria criança.  Se soubessem os responsáveis destes tesouros, que permitem seu filho trabalhar ou o patrão desonesto que os contrata, as seqüelas deixadas no corpo da criança,  na sua formação psíquica, no moral que  o incapacita, jamais ousariam tal atitude. Procurariam outras formas, jamais utilizar uma criança. Para você que está lendo este texto, uma pequena reflexão:  Uma criança  que começa a trabalhar com até sete anos, terá no máximo quatro anos de escolaridade. Insuficiente para fazer parte do mercado de trabalho. Está condenada a ser escória, refugo, nas calçadas deste Brasil. A pessoa que oferece oportunidade de trabalho à criança não permite que ela viva a sua infância, vital para o seu desenvolvimento. É um insensato, egoísta, doente, incapaz de pensar além do lucro. Não há perdão para quem condena uma criança, seu irmão e sua mãe a viver  toda uma vida de mendicância, lutando por um prato de comida, debaixo de um roto cobertor.

É por conta disto tudo, meu caro companheiro, que nos resta entrar nesta luta e unidos darmos o CARTÃO VERMEHO PARA O TRABALHO INFANTIL. Entre nesta luta. Se precisar eu lhe mando os cartões de bolso para você distribuir e aumentar o nosso time nesta luta. Meu e- mail: lara.dante@uol.com.br