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segunda-feira, outubro 17, 2011

Enquanto Viajava, uma Reflexão.

Olá amigos:
O perigo da ingenuidade inverte resultados.


Muitas vezes somos ingênuos. Paulo Freire nos chama a atenção para esse perigo. Não percebemos o que é real ou o que está por trás das circunstâncias. Muitas vezes, até tomamos atitudes, tentando resultar uma solução e, ao contrário, fortalecemos o contraditório. Quando estava Diretor de Ensino, em Apiaí, SP, deparei com uma escola rural, no município de Ribeirão Branco, que tinha uma taxa de evasão altíssima. Verifiquei que o fato acontecia nos meses de Setembro e Outubro e as consequências eram graves, porque contribuíam para a perda do ano letivo por muitas crianças. Após estudos, com a ajuda de minha equipe pedagógica,resolvi utilizar um artifício, que a L.D.B. nos proporcionava. Organizar um calendário escolar agricola especial para aquela escola, de modo que o ano letivo terminasse no final de Setembro. Depois de uma reunião com professores e pais, a ação  foi estabelecida em consenso. De janeiro a Setembro,  sem férias escolares. De início ao fim, a ânsia da expectativa nos rondando. Ao final, uma vitória festejada. Os alunos tiveram bom aproveitamento escolar e não perderam o ano. No entanto, não sabíamos, que o real motivo da evasão, era na verdade o "trabalho infantil" na agricultura familiar, na colheita de batatas. Nosso foco era muito intenso na evasão, e era a nossa causa de luta  nos municípios da Diretoria de Apiaí. Todo nosso esforço era voltado para reverter tal situação. Depois de todo um esforço, conseguimos resultados relevantes. Utilizamos duas ferramentas: conscientização e  fortalecimento de um programa Federal (bolsa Escola). O programa repassava recursos para as famílias de baixa renda, cuja condicionante era manter a criança na escola. Nesse tempo, o trabalho infantil alcançava 10,5 milhões de crianças de 5 a 15 anos em todo Brasil. Com muito esforço, saímos de recordistas em evasão em todo o Estado, para uma Diretoria com baixo índice. Na essência, estávamos combatendo o Trabalho Infantil.


Reflexão final: é preciso aprofundar a causa  do problema, ver de todos os ângulos, senti-los, vivenciar, principalmente se for "social". É ver o que todo mundo está vendo e ver de forma diferente.


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segunda-feira, setembro 26, 2011

Conheça o Ranking da Exploração ou Abuso Sexual por Estado.


Olá, amigos!

“Sete crianças, a cada 100 mil habitantes, são exploradas ou abusadas sexualmente no Estado de São Paulo”

Crianças exploradas e abusadas sexualmente são as piores vítimas do trabalho infantil, as que mais danos sofrem. Não há palavras para justificar  tamanho mal. São danos que atingem o físico e o psicológico, áreas importantes para um pleno desenvolvimento. É quase um caminho sem volta se não houver uma intervenção rápida do poder público junto a vítima e a família. Sem a retirada e assistência plena à criança e a família, o risco é muito grande. Precisamos urgente de um programa em rede que envolva a saúde, a educação, a assistência e o trabalho e emprego. Enquanto isso não acontece, os nossos conselheiros tutelares e os gestores dos CREAS fazem o que podem para impedir que o desastre se concretize.

Há quem diga que 500 mil crianças, no Brasil, estão submetidas a exploração  ou abuso sexual.

O Rio Grande do Norte e o Distrito Federal ocupam o primeiro e segundo desonrosos lugares na estatística nacional de denuncia de exploração sexual. São 25,8 e 20,03 por grupo de  100 mil habitantes. São Paulo está em 25º lugar com 6,71, só perdendo para Minas Gerais (5,74) e Roraima (5,50). Mas por conta de ser o mais populoso ( 41,2 milhões de habitantes), temos o maior número de crianças.

Ranking
Estados com maior número de denuncias de  exploração sexual e abuso, por  grupo de 100 mil habitantes.

Conheça os números de cada Estado: Rio Grande do Norte 25,9; Distrito Federal 20,03; Amazonas 16,48; Rondonia 16,37; Mato Grosso do Sul 16,16; Bahia 15,55; Maranhão 14,92; Rio de Janeiro 14,69; Ceará 12,83; Espírito Santo 12,08; Piauí 11,87; Alagoas 11,62; Acre 11,24; Toacantins 10,77; Goiás 10,77; Pernambuco 10,67; Amapá 10,56; Pará  10,59; Rio Grande do Sul 9,26; Santa Catarina 9,24; Mato Grosso 8,83; Sergipe 8,71; Paraná 7,23; São Paulo 6,61 ; Minas Gerais 5,74 e Roraima 5,56.  

Todos os dias, o Disque Denuncia recebe pelo menos 418 casos de exploração e abuso sexual. No ano de 2010 foram mais de 100 mil atendimentos, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos. De acordo com as denuncias, 4.885 das 5.564 cidades do país tem registro de abuso sexual.

Fonte: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

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quarta-feira, setembro 14, 2011

A Esperança se Renova na Força dos Jovens

OLÁ AMIGOS:
Conheça o trabalho de dois jovens universitários de Goiás


Foi muito legal  estar no MPT com os dois  estudantes de Direito, PAULO E NADIA, Universidade Federal, de Goiás Velho, terra da poetiza  Cora Coralina. Conheceram a Dra. Maria José Pereira do Valle, profissional exemplar. Atentos, ficaram  encantados diante da oportunidade de ver um procedimento de uma  negociação com a UNDIME para participarem da Campanha Nacional de combate ao Trabalho Infantil. Êxito total. Na conversação feita com Dra Maria José, os dois estudantes falaram de suas participações em um programa semelhante que conduziam no Centro Acadêmico, com mais outros estudantes sobre o tema em questão. Interessados, acertaram em levar para Goiás, 200 cartazes e 400 Folders para ajudar a  empoderar o plano municipal de Erradicação do Trabalho Infantil daquele município.. Depois, mais tarde, fora do MPT, meditei de quando era jovem, de uma luta que durou 11 anos. Idealista, inconformado com a pobreza, com os abusos de uma classe social que se aproveitava de pessoas fracas, frágeis, tímidas, ingênuas, folclóricas, sem escolaridade, descalças, doentes, subnutridas, sem residência decente, que pereciam na zona rural e nas periferias da cidade. Descamisados, que não eram aceitos nas escolas. Quanto aprendi com este grupo social naquele  longo trabalho de fé e política. Percebi que pobres amam e são éticos, respeitam e são educados. Ricos no conhecimento  e solidários. Onze anos juntos. Partilhar e compartilhar “viver pela terra” como os primeiros cristãos. Desafio de fé. Hoje me vejo neste dois jovens. Neles encontro a profundidade de dois corações convictos, da qual  se resultará alguma coisa. O caráter profundo destes, olha intuições e  instintos. O caráter profundo olha para   além das coisas, e se enfrentarem tempestade e nuvens, avançaram para uma região ensolarada do outro lado: saberão esperar pelo amanhã, que sempre traz o reverso da dor e da aparente derrota e fracasso. Quando Deus nos faz profundos, então pode dar-nos também suas verdades e segredos mais profundos e confiança para coisas maiores.  Quando um soldado romano era informado por seu dirigente de que se  insistisse em seguir determinada  expedição, provavelmente iria morrer, a resposta era : “É necessário que eu vá: não é necessário que eu viva”. É com esta coragem que estes dois jovens Paulo e Nadia farão a sua história por um mundo melhor. Orgulho em saber que são meus netos!

Comentem esta história real. 

sexta-feira, agosto 26, 2011

A Vitória da Erradicação vem Quando Multiplicamos a Indignação.

Olá amigos:
Vamos sentir as palavras do Dr. Gilson Delgado ...


Tenho exercido militância em defesa da causa da criança. Falo com as pessoas na rua, nos táxis, em reuniões para engrossar o contingente de pessoas indignadas. A reação das pessoas é um alento para a solução do problema. O desconhecimento é profundo mas a indignação é uma grande companheira. Difícil quem não pede mais de um cartão vermelho. De uma reunião brotam outras reuniões, até em Câmaras Municipais. Este exercício é muito importante porque nos torna um membro atuante e uma pessoa feliz e estimulada. Foi assim nas duas últimas semanas em Ibiúna, Sorocaba, Limeira e Sarapuí. Com outras dezenas de pessoas, no dia a dia, é ali, na bucha, corpo a corpo.  É Muito legal a experiência e a  recomendo a todos. Foi dessa forma que nasceu esta fala do Dr. Gilson Delgado.

Dr. Gilson, meu oncologista, dá o seu testemunho de indignação após ter-lhe eu dito que 90.000 crianças de 5 a 15 anos ainda trabalham no Estado de São Paulo e que somos o segundo Estado no Brasil em número de crianças exploradas sexualmente. Eis o seu desabafo solidário.

Pois é, Paulo, esses dois números são alarmantes para mim também. A gente lamenta e observa que sem um trabalho sério como este, ninguém poderia saber da sua real dimensão.
Me incomoda muito, a possibilidade de que as nossas crianças estejam sendo encaminhadas ou melhor desencaminhadas para uma situação tão lamentável, tão desagradável como esta.  O lugar de criança é na escola, todo mundo sabe disso, e a grande preocupação é que hoje os pais tiram as crianças da escola, muitas vezes por necessidades próprias da família, mas também, porque são ignorantes, são despreparadas.
 O problema do Trabalho Infantil me preocupa muito, quando você  falou os números do trabalho infantil e o número de crianças exploradas sexualmente, fiquei muito triste. Outro dia assisti a um filme real na televisão e eu fiquei muito preocupado, pois uma moça lá no Pará, disse que foi vendida por seu pai quando tinha treze anos de idade para a prostituição e as outras meninas que estavam naquela casa, na prostituição, achavam que a melhor solução era aquela mesma. Essa menina até se rebelou contra a situação e fugiu. E eu,  então, perguntei:- “Quantas meninas podem se rebelar ou não contra a situação, quantas meninas não são mortas por se rebelarem, quantas meninas são prostituídas também, ou são usadas por exploradores?”.

Nós sabemos que o desenvolvimento de uma pessoa não é só físico, mas é psicológico e espiritual simultaneamente. Não acontece separado, a gente não pode seccionar pessoas, elas são inteiras. Essa violência contra as crianças, provocada pelo Trabalho Infantil faz muito mal, essa violência da responsabilidade que tira o brincar, é onde ela aprende, essa violência de não saber se colocar no  mundo, essa violência de não saber ler e escrever, muitas vezes de não saber entender o que escreve, o abuso sexual, o abuso em outras dimensões, nos levam a afirmar que essas crianças foram perdidas na sua vida, na verdade foram truncadas no aspecto físico, todos subdesenvolvidos, o número de doenças nas crianças passa a ser maior, sem sombra de dúvida. O aspecto psicológico então, é insolúvel; a partir de então, são problemas que não se resolvem mais.
Ah, e os problemas espirituais! Ah, se a evolução das pessoas pudesse ser feita até espiritualmente, se a dimensão das pessoas pudesse ser feita até em nível espiritual, nós teríamos o tratamento da pessoa inteira,  no todo.  Ah, mas essas pessoas jamais terão a dignidade a não ser do próprio Deus. Os homens tiraram a dignidade das pessoas. É muito triste! 

domingo, agosto 14, 2011

Uma Contribuição Para Defender a Infância contra a Cegueira


Retinopatia da prematuridade
Cuidado com os olhinhos do seu bebê
Existe uma doença que não é muito conhecida pelos pais e precisa ser difundida: a retinopatia da prematuridade. Atinge principalmente os bebês prematuros ou com baixo peso ao nascimento (os bebês nascidos antes de 36 semanas e com peso abaixo de 1600 gramas são os mais propensos).
A retinopatia da prematuridade é o crescimento desorganizado dos vasos sangüíneos que suprem a retina (camada mais interna do globo dos olhos) do bebê. Esses vasos podem sangrar e, em casos mais sérios, a retina pode descolar e ocasionar a perda da visão da criança.
Isso acontece mais nos bebês prematuros pela imaturidade desses vasos sanguíneos. Os vasos terminam de se formar até o final da gestação e nos prematuros não estão totalmente formados. Mesmo crescendo após o nascimento prematuro, podem crescer de modo desarranjado, ocasionando a retinopatia.
Outro fator que pode ocasionar a doença é o uso irracional de oxigênio no berçário. As Unidades de Terapia Intensiva não podem abrir mão do uso do oxigênio para salvar vidas ou para não deixar seqüelas cerebrais, mas o nível de oxigênio usado pelos médicos é mais baixo do que antigamente, sem que isso cause dano ao bebê ou aumente a possibilidade de retinopatia.
A incidência dessa doença aumentou devido à tecnologia avançada da medicina que permite a sobrevida de bebês cada vez menores. Atinge meninos e meninas de maneira igual, um terço dos bebês com peso inferior a 1500 gramas e mais de 80% dos bebês com peso inferior a 1000 gramas.
Fique atenta, mamãe - O não encaminhamento precoce dos pediatras e a falta de preparo de alguns oftalmologistas para diagnosticar e tratar a retinopatia pode ser a causa de grande quantidade de crianças cegas. A retinopatia da prematuridade é uma das maiores causas de cegueira no Brasil.
A retinopatia que se encontra nos dois primeiros estágios regride espontaneamente. O primeiro exame deve ser realizado entre a quarta e sexta semana de vida do bebê e ser acompanhado até que os vasos se formem totalmente ou até a regressão total da doença.
Se a criança apresenta a doença no estágio 3 é necessário um tratamento com laser ou crioterapia, que paralisam a progressão da doença. A partir do quarto estágio uma cirurgia é recomendada, mas a probabilidade de baixa visão e cegueira é maior.
Os bebês que tiveram a regressão espontânea e mesmo os prematuros devem fazer acompanhamento anual ou aos retornos recomendados pelo oftalmologista, pois há riscos de outros problemas como estrabismo, diferenças de grau entre os olhos, necessitando muitas vezes de óculos.
Informe-se com o pediatra do seu bebê sobre a retinopatia da prematuridade e como diagnosticá-la precocemente.
Dicas
  • Mamãe, faça um bom pré-natal durante toda a gestação, assim poderá evitar um parto prematuro.
  • Tire todas as dúvidas que tenha com o médico, ele saberá melhor como suprimi-las.
  • A melhor forma de evitar seqüelas da retinopatia da prematuridade é a prevenção. Peça ao médico o exame da doença.
Bruno Rodrigues

segunda-feira, agosto 01, 2011

Quando a Prevalência do Direito não é Aplicada o mal se Impõe.


Olá, amigos!

Para salvaguardar familiares, estou omitindo nomes reais e localidade. 

Nasci prematuro. Após um período de seis meses de gestação, a bolsa onde estava alojado estourou. Foi uma correria, mamãe e papai nervosos, meus avós preocupados; conseguiram uma ambulância e lá fui eu, para uma cidade maior, com mais recursos. Eu era muito pequeno, do tamanho de uma caixa de sapatos, pesava um quilo e cem gramas. Não foi fácil ficar na incubadora para ganhar peso e acabar a minha formação, rezando para não ter nenhuma anormalidade. Foram dias de luta e mamãe sempre ao meu lado. Tive duas paradas cardíacas e meu pulmão precisou de auxílio para que eu respirasse. Ufa, foi uma luta duríssima para sobreviver. Entre os vários amigos e amigas que permaneceram ao meu lado e me ajudaram a sobreviver, um deles examinou meus olhos. Percebi que ficou nervoso, pois alguma coisa não estava bem. Deixou anotado no relatório, mas não fez nenhuma intervenção. Passados dois meses, ganhei peso, estava mais forte. Fui, então, transferido de volta para minha cidade, onde ficaria alguns dias em uma incubadora. Já em casa, mais gordinho, passado o susto, minha avó passou a ler o meu relatório. Fiquei muito contente porque sabia que eles iam descobrir sobre os meus olhos. Não deu outra: quando viram a anotação, foram ao posto de saúde e, de posse do relatório, pediram uma consulta urgente. A atendente marcou a consulta para dali a trinta dias, numa cidade distante. Pensei comigo, por que tanto tempo? E o artigo 227 da constituição, e o Estatuto da Criança e do Adolescente, onde ficam? Sou uma criança e devo ser atendido com mais rapidez, prioridade absoluta, ainda mais sendo prematuro. No dia marcado, fomos para a consulta. Estava frio na viagem. Chegamos ao tal Posto de Saúde, eu contente, esperando por ser atendido, mas vi mamãe aflita. Pensei em qual seria o motivo. Era uma adulta mulher falando alto: “mas como a senhora não trouxe a guia de encaminhamento para este exame? Não posso liberar o exame sem a guia!” Mamãe, nervosa, tentou argumentar que a funcionária que marcou o exame não lhe tinha dado o documento, que moravam há mais de noventa quilômetros, e o menino precisava ser atendido com urgência. Mandaria pelo correio. Eu fiquei nervoso também, e pensei em gritar sobre esse descaso: onde fica a prevalência do direito ao atendimento por eu ser um bebê? Um simples papel não poderia ser maior que o valor de um ser humano. Isso não podia estar acontecendo. Não houve jeito, voltamos. Passou mais um mês e retornamos àquele posto de saúde. Fomos atendidos pelo doutor de olhos: “vocês têm de correr, pois ele precisa urgente de tratamento, está com retinopatia por sua prematuridade”. Eu, que tanto lutei, estou prestes a perder a visão porque a burocracia foi mais importante que uma criança doente. Não é possível! Em nenhum momento vi prevalecer a prioridade absoluta, como prega o artigo 227 da Constituição. Depois de vai e volta, correram comigo até chegar a uma especialista. Resultado: estou perdendo a visão, com chances de recuperação se fizer exercícios de estimulação para o olho direito. Apesar de tudo, eu sou um vitorioso e não vou desanimar, por isso vou levar a sério os exercícios. Depois disto tudo, vocês sabem que não dá para calar. Tenho de abrir a minha voz para todo o Brasil; quantas crianças como eu têm seus direitos violentados, demonstrando o quanto a Constituição não é valorizada? Milhares de bebês são prejudicados porque alguém valoriza mais a burocracia do que nós bebês, crianças, jovens. Sem falar do tempo de espera. Quem pagará este prejuízo? Meu nome é Pedro, João, Silvio, Maria, Lourdes, Marina.... Eu preciso contar tudo que estou vivendo, o que passei, e o quanto meu futuro está comprometido. Mas, com a ajuda de meus pais que tanto amo, e de meus amigos, vamos vencer mais esta luta, porque eu sou um vitorioso; além disso, tem muita gente torcendo por mim!

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